“Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
– para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado”
(Poema de Mário Quintana)

– Esse poema foi escrito por Mário Quintana. Nele contém um recurso estilístico chamado METALINGUAGEM. Você sabe o que é metalinguagem?

O QUE É METALINGUAGEM?

– É quando utilizamos uma determinada linguagem pra falar sobre si mesma. Por exemplo, neste poema, o poeta usa a poesia para falar sobre o fazer poético. Ou quando eu escrevo uma carta descrevendo como se escreve uma carta. Ou um vídeo no youtube ensinado a fazer um vídeo.

– Na literatura temos um exemplo de escritor que usa o tempo todo este recurso. É o Machado de Assis. No livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, o narrador sempre descreve sobre as dificuldades de escrever as suas memórias kkkkk é muito interessante. Veja,

– “Que Stendhal confessasse haver escrito um de seus livros para cem leitores, coisa é que admira e consterna. O que não admira, nem provavelmente consternará, é se este outro livro não tiver os cem leitores de Stendhal, nem cinqüenta, nem vinte, e quando muito, dez.. Dez? Talvez cinco. Trata-se, na verdade, de uma obra difusa, na qual eu, Brás Cubas, se adotei a forma livre de um Sterne, ou de um Xavier de Maistre, não sei se lhe meti algumas rabugens de pessimismo. Pode ser. Obra de finado. Escrevia-a com a pena da galhofa e a tinta da melancolia, e não é difícil antever o que poderá sair desse conúbio.”
(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas)

– Neste trecho Brás Cubas fala que escreveu essas memórias para poucas pessoas, além disso, com uma pitada de pessimismo, até porque ele era um “defunto autor” kkkk Espero que vocês tenham entendido o que é uma metalinguagem. Ok? Até a próxima 👊

➡ Curta, espalhe e compartilhe😎👍

Anúncios